
“O que acontece é que os mais novos torcem mais pelo Brasil. As gerações mais antigas torcem mais pela Coreia. Parece que tem mais torcida brasileira do que coreana aqui”, disse o coreano Nino Kim, da Associação Futebol dos Coreanos no Brasil, um dos animadores da torcida.
Além dos gritos de guerra tradicionais, a torcida foi animada por instrumentos de bateria típicos da Coreia. Nas poucas vezes em que o time asiático atacou o Brasil, bandeirinhas da Coreia do Sul eram agitadas pelos torcedores e pratos e bumbos ressoavam.
Ainda no intervalo do jogo, quando o Brasil ganhava por 4 a 0, o jovem Enzo Shoi era um dos poucos a ainda acreditar na Coreia e dizia ter esperança na vitória – o que não se confirmou. “O coração está partido. O Brasil já está com quatro e não deixa a Coreia fazer nada. Mas eu não vou perder a esperança, tenho sangue coreano”, disse Shoi, de 10 anos, vestindo o uniforme completo da sua seleção de coração.
Dados do Consulado Geral da República da Coreia mostram que, em 2017, cerca de 50 mil sul-coreanos e descendentes viviam no Brasil. Entre as principais atividades executadas aqui, está a fabricação de vestuário.