
Um dos destaques nos cartazes e gritos de protesto foram as homenagens à vereadora Marielle Franco. No próximo dia 14, completam cinco anos do assassinato dela e do motorista Anderson Gomes. As mulheres lembraram a atuação da vereadora em defesa das pautas feministas, antirracistas e dos direitos dos grupos LGBTQIA+. Além de cobrarem uma solução para o crime, destacaram a importância de celebrar a memória de Marielle, que virou inspiração para que as mulheres ocupem mais espaços de poder.
Como expressão de uma luta histórica, o ato reuniu mulheres de diferentes idades. A funcionária pública Maria Teresa Silveira, de 72 anos, participa há décadas do 8 de março. E a preocupação é tanto garantir a manutenção dos direitos conquistados como brigar para que as próximas gerações tenham uma sociedade ainda mais igualitária.
“As mulheres que trabalham nas favelas, nos sindicatos, nas universidades vêm lutando para que a gente conquiste coisas melhores na vida. Nossas crianças estão aí, sem escola, sem aula, sem professores, sem merenda, porque o governo anterior tirou tudo da gente. Nós precisamos investir na educação e continuar na luta”.
Cristiane Malungo, pedagoga de 50 anos, celebrou a diversidade da manifestação e destacou a necessidade de continuar nas ruas para estimular mais mulheres a participar dos coletivos feministas.
“Estar aqui de novo, nas ruas, com mulheres tão diversas, pretas, brancas, da classe trabalhadora, dos sindicatos e universidades. Significa que a gente nunca parou. A gente sempre foi resistência. E o ato público faz com que as nossas pautas e reivindicações também possam tomar as ruas e os ouvidos de tantas mulheres. Algumas que estão passando de ônibus aqui, que sofrem essas dores, mas que talvez não tenham ainda a dimensão do que é a luta feminista”.